Machado de Assis, mas este capítulo não é sério

Foto em preto e branco de Machado de Assis

"Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução, alguns dizem mesmo que assim é que a natureza compôs as suas espécies."

(Machado de Assis)

Sob a curadoria de Vadim Nikitin e Cacá Machado, consultoria de José Miguel Wisnik e coordenação geral de Ana Helena Curti, a mostra foi um momento especial para o Museu da Língua Portuguesa. O espaço homenageou Machado de Assis – um dos maiores, se não o maior ícone da literatura brasileira – em seu centenário de morte.

Baseada em “Memórias Póstumas de Brás Cubas” – uma de suas obras mais famosas, ao lado de Helena e Dom Casmurro -, a exposição levava o visitante a desmistificar esse escritor que, apesar do peso de sua obra, era um homem comum.

Dividida em capítulos, como seus livros, a exposição exibia, a cada sala, um novo tema. Entre eles, o capítulo XIV – Olhos de Ressaca revelava a importância da figura feminina em sua obra. De sinhás a mulheres escravizadas, Machado enfatizava que os tais olhos, tão lembrados pela personagem Capitu, estão presentes em todos os lugares.

No capítulo XXX – Irreal Gabinete de Leitura, uma versão do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, famosos e anônimos davam vida à obra de Machado, fazendo suas narrativas ecoarem pela exposição.

Em determinados pontos da mostra, o visitante era convidado a interagir com o narrador da exposição. Por meio de áudios, era inserido em conversas com a personalidade divertida de Machado pelos corredores.

Ao chegar à exposição, todos recebiam um livreto-guia, uma espécie de narrador da visita. A ideia era trazer o escritor para dentro do espaço e fazer o visitante perceber o quanto sua obra é descontraída e acessível.

Curiosidades

Machado de Assis utilizou 21 pseudônimos em sua carreira;
Foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras;
O escritor falava francês, alemão e inglês fluentemente.