Museu da Língua Portuguesa no Festival de Rua Que Bom Retiro

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O Bom Retiro é um bairro multicultural. Ele é um bairro que, historicamente, foi recebendo camadas de imigrantes. O Museu sempre procurou fazer parte da vida desse bairro. A gente traz esses jogos para que as pessoas parem e percebam como é que a língua se constrói todo dia.

Fazer as pessoas refletirem sobre a origem das palavras, das expressões, faz uma ponte com a história que se passou aqui, no Brasil e na cidade de São Paulo.

Você tem muito paulista. Onde eu moro, todo mundo fala “ôxe”.

– O pessoal fora, não sabe usar. Fora de Salvador… não sabe usar direito, que era o “lá ele”.
– “Lá ele”. É!
– Hoje em dia, nem usam tanto mais.
– “Lá ele”. Tem vários significados, “lá ele”.

“Desabestado”, uma pessoa que não consegue fazer nada certo.

– Já ouviu falar nessa língua? Quicongo é uma língua africana.
– Esse é um jogo chamado piquenique de palavras.

Acho que chamar a atenção do povo sobre a leitura. Porque a leitura é uma maneira de você conhecer e saber discernir o certo do errado. E você também conhecer outros lugares sem estar lá.

É bem legal. A gente tava assim, eles descobrindo as nossas expressões regionais – nós somos de Salvador –, e a gente também descobrindo algumas expressões regionais aqui de São Paulo.

Coisas que a gente vê ali, que eu não fazia a mínima ideia do que é, e aí a gente vê que a gente usa aquilo de outra forma. Acho isso bem interessante, né?

É, então, as transformações, as mudanças regionais que tem das palavras.

É uma língua falada em vários países da África, no Brasil, em Portugal, com alguns dialetos diferentes, e é a cultura do povo brasileiro, né?

Tem, ali, uma série de informações, mas que elas despertam, em você, a reflexão, a lembrança de outras palavras, ou que você ouviu de seus pais ou de outras pessoas, de outros lugares do país. Então, é uma troca, assim… estimula, né?

O mesmo o princípio do Museu continua vivo aqui, né?