Obra sustentável: madeira certificada chega ao Museu da Língua Portuguesa para reconstrução da cobertura

As madeiras que serão usadas na reconstrução da cobertura do Museu da Língua Portuguesa começaram a chegar à obra, na Ala Leste da Estação da Luz, em São Paulo.

No total, serão 67 m3 – o correspondente a 89.150kg – de madeira certificada proveniente da Amazônia, do tipo cumaru, que serão utilizados na nova cobertura e estão sendo alçados ao terceiro pavimento do Museu.

A volumetria externa do edifício será mantida, e a cobertura ganha nova configuração em seu interior: as peças de madeira serão combinadas a cabos de aço na sustentação da cobertura de zinco. O redesenho interno da cobertura traz mais leveza e visibilidade ao ambiente do terceiro andar do Museu. Em toda a obra será utilizada madeira que atende às exigências de sustentabilidade (certificada e de demolição), uma vez que o Museu da Língua Portuguesa foca na obtenção do selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) na categoria Silver.

A previsão é que esta etapa seja concluída até julho deste ano e, na sequência, será iniciada a última etapa da obra: a reconstrução do interior do museu, atingido por um incêndio em dezembro de 2015. A inauguração do Museu da Língua Portuguesa está prevista para 2019.

O Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, concebido e realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Tem como patrocinador máster a EDP, patrocinadores Grupo Globo, Grupo Itaú e Sabesp e apoio do Governo Federal, por meio da lei federal de incentivo à cultura. O IDBrasil é a organização social responsável pela gestão do Museu.

Mais informações sobre a reconstrução da cobertura

A estrutura da cobertura será reconstruída em madeira, conforme recomendações dos bombeiros e de especialistas e as telhas serão em zinco, conforme configuração original do prédio. A madeira de grandes espessuras resiste melhor a incêndios do que estruturas metálicas – em caso de exposição a fogo, apenas a camada externa das peças de grandes dimensões é afetada, o que garante que a estrutura resista por mais tempo. Essa característica ficou comprovada no incêndio de dezembro de 2015, quando a estrutura do telhado resistiu e as peças de madeira, depois de recuperadas, puderam ser reaproveitadas para a construção de outros elementos do prédio. Datada de 1946, a madeira da cobertura original (do tipo peroba do campo) foi utilizada na restauração das esquadrias e fachadas, etapa concluída em outubro de 2017. Em cerca de 85% da madeira necessária para a recuperação das esquadrias foram utilizados o material já existente no edifício: dos 20m³ de madeira necessários para a restauração das esquadrias, 17m³ são reaproveitados da sustentação da cobertura do prédio.

O projeto também contempla ações de conservação da cobertura da Ala Oeste, que não foi atingida pelo incêndio, de forma a garantir a integração de todo o edifício. A reconstrução foi aprovada pelos três órgãos do patrimônio histórico: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), órgão de âmbito estadual; e Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). O zinco que fará o revestimento da cobertura foi trazido do Peru e as chapas já chegaram com o acabamento patinado. Assim que instaladas, o prédio já assumirá, novamente, a mesma configuração volumétrica e estética que tinha exatamente antes do incêndio.

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